Cada vez mais percebemos o habitar contemporâneo como algo inédito e desconhecido. Novas experiências, realidades, conflitos e condições escapam de definições e de categorizações, estimulando percepções muitas vezes paradoxais, diante das quais não temos teorias e conceitos já prontos, ou interpretações prévias capazes de nos orientar em análises.
Da introdução incessante de novas tecnologias comunicativas, às manipulações digitais de espaços, corpos, imaginações e até as redes virtuais, a nossa contemporaneidade realmente parece nos apresentar um mundo ao mesmo tempo tecnológico e de difícil definição.
Nessa realidade delineia-se o surgimento de uma nova articulação social, onde a tecnologia não se contrapõe mais à condição humana. Diferentemente da sociedade de massa, seus membros estão cada vez mais conectados em fluxos comunicativos, criando e veiculando informações e determinando, assim, a passagem do público para as redes e para as networks sociais.










